Como se define enquanto artista e quando é que se iniciou?
Muito embora, frequentasse a Escola de Artes Decorativa, Soares dos Reis – Porto, é de facto como autodidata, que me revejo na pintura. Desde os meus 14 anos de idade, que comecei a trabalhar, como compositor tipográfico, na cidade do Porto e foi a partir desta idade que comecei a pintar os meus primeiros trabalhos, começando na aguarela e desenho.
Por que é que escolheu essa forma de arte?
Desde que me conheço, que a melhor forma que encontrei de comunicar, para além da língua e das palavras, o que me atraia mais, era de facto os desenhos que ia ilustrando no dia-a-dia, nos campos, na margem do rio ou mesmo em casa, o gato ou o cão assim como os pássaros ou familiares e amigos.
Quais as técnicas que mais utiliza?
Como disse primeiro os desenhos, mais tarde a ilustração a aguarela, pela facilidade, pela transparência de cor e pelas manchas e matizes, que esta técnica nos oferece. Mais tarde pintei a óleo pelo encorpado espesso, sobreposição de camadas e texturas. Atualmente trabalho na maioria das vezes a acrílico por uma questão de evitar os cheiros a diluentes, obter uma secagem mais acelerada e também por ser uma técnica, que mais se aproxima por um lado da aguarela, com camadas finas e transparentes, e ao mesmo tempo do óleo, se quisermos uma pintura mais opaca, ou mais luminosa.
O que é que destacaria do seu trabalho?
A minha incansável busca, na forma mais elegante, direta e rápida de transmitir os motivos, ou ideais, as formas estéticas e personalizadas, assim como a escolha dos materiais e suportes.
Em que é que está a trabalhar atualmente?
Neste momento que me encontro fora das artes gráficas, tenho-me dedicado com mais frequência e empenho ao trabalho de pintura a acrílico.Os temas, normalmente como se pode ver nestes últimos quadros, são figurativos, impressionistas, por vezes com alguma abstração e estética.