Alexandra Barbosa: não “artista plástica”, mas “gravadora”

Como se define enquanto artista e quando é que se iniciou?
Sinto-me uma gravadora. Embora me contem que já na pré-escola preferia desenhar a brincar, creio que tudo se iniciou depois da minha licenciatura. Quando os meios de expressão e os conhecimentos técnicos se aliaram a uma investigação. Creio que só aí começou o percurso cuja meta é ser artista.

Por que é que escolheu essa forma de arte?
O acto de desenhar é o que mais me completa, representa e em que melhor me expresso. Desenhar com uma goiva sobre uma madeira é algo espontâneo e directo. É esse o processo que mais me fascina, a incisão sem desenho prévio no suporte.
Quais as técnicas que mais utiliza?
Essencialmente a xilogravura e o desenho.

O que é que destacaria do seu trabalho?
A procura de uma identidade que parte e forma a Casa, num processo directo, com uma austeridade cromática. Através da Casa tento conhecer-me e expressar-me. Reflectir sobre as relações de poder que lhe são intrínsecas e a sua influência na construção da identidade e na minha identidade.

Em que é que está a trabalhar atualmente?
A preparar um novo projecto onde mistura gravura, desenho e colagem.

