Entrevista a Gustavo Fernandes pintor e escultor fortemente inspirado pelo hiper-realismo

Pintor apaixonado, “controlado” mas de traço surpreendente, Gustavo Fernandes é um dos novos valores das artes plásticas nacionais. Adora Dali, Bacon, Miguel Ângelo e Goya. Mais artistas já referiram estes  mestres. Mas Gonçalo Fernandes diz-se admirador de ilustres desconhecidos, pintores que ninguém conhece…

Só isso já teria conquistado o artista.pt. Mas há mais para ler e ver.

Segue-se a primeira parte da entrevista deste artista plástico, esta semana em destaque no artista.pt



Escolheu a pintura como forma de arte. Porquê?

Foi uma evolução natural  gradual que me seduziu, não o procurei. Quando me iniciei, comecei até pelo abstracto. Fui muito influenciado por Salvador Dali, por Francis Bacon, por Miguel Ângelo, e por Goya, também. Eram pintores que, embora não tendo nada a ver uns com os outros, me interessavam muito.

Hoje em dia já não posso dizer isso, porque tenho influência de pintores que ninguém conhece – ilustres desconhecidos Hiper-realistas. Sigo os seus trabalhos, as suas técnicas, tiro ideias… Há tanta coisa que conseguimos ver pela internet e por outros meios… Eu tento fugir às referências mais universais.

Tento ter um trabalho muito próprio, mas há sempre, quer queiramos ou quer não, umas influências, nem que sejam no subconsciente, que nos levam a fazer determinado tipo de trabalho. O Hiper-realismo e geral para mim é uma influência forte, embora eu esteja neste momento a tentar fugir um bocado a isso porque é uma técnica muito trabalhosa. São muitos anos a pintar..

Quais as técnicas que mais utiliza? 

Óleo sobre Tela. Quando desenho, grafitte.


O que é que destacaria do seu trabalho?

A apuração da técnica, a temática, o detalhe..O meu trabalho é sobretudo um trabalho que visa pôr o observador em questão através de situações insólitas e uma técnica a e temas muito bem estudados e elaborados. Eu tento que quando o observador está perante uma obra minha, tenha uma opinião ou uma sensação frente à obra diferente de outro observador. Cada individuo tem uma sensação diferente.



Em que é que está a trabalhar atualmente? 

Actualmente estou a preparar uma exposição na Galeria do Casino do Estoril que vou inaugurar dia 1 de Novembro. Toda a obra apresentada tem uma relação intrínseca com a música. Estou também a preparar uma grande inauguração em Luanda para breve.