O lugar da arte, segundo a artista Margarida Nunes

Em sua opinião, há lugar para a arte em Portugal? 

Se falarmos de arte do ponto de vista dos criadores, não tenho dúvidas que atravessamos uma fase de excelente produção artística – nas artes plásticas, na literatura, na música. Se falarmos dos mercados, dos incentivos e do reconhecimento dos artistas portugueses, isso levar-nos-ia a outra conversa… Continuamos a sofrer de um complexo de país menor e a Arte não é excepção.

E por onde passa o futuro da arte em geral?

Tenho para mim que toda a Arte deve ser contemporânea, no sentido que deve situar-se no seu tempo, numa perspectiva de evolução e criação constante. Se tal objectivo for cumprido, a Arte terá sempre futuro.

Então o futuro da sua arte é…?

Quero ter como certo que não abandonarei o meu percurso de estudo, de procura de maior conhecimento, a minha liberdade criativa e a fidelidade aos meus projectos. A minha arte irá onde ela me levar e a minha capacidade me permitir.

Que artista ou artistas portugueses que a inspiram particularmente?

Quando me pedem nomes, a minha dificuldade em responder surge por excesso e não por defeito. A Arte que se faz em Portugal tem nomes incontornáveis que fazem um trabalho fantástico e nos enchem de orgulho. Para não cometer injustiças, refiro apenas aqueles que do ponto de vista afectivo me marcaram e estimularam o meu processo de crescimento. Mário Silva, por ser dele a primeira exposição que visitei e a primeira obra de arte que adquiri. Júlio Resende… porque sim! Também os artistas populares e anónimos cujas técnicas me serviram de base e me continuam a fascinar.

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