O lugar da arte, segundo o fotógrafo português Nelson Ramos

Há lugar para a arte em Portugal?

Por um lado acho que sim, por outro acho que não. Passo a explicar. Nos últimos anos, nomeadamente com a invasão do digital, falando mais concretamente da fotografia, creio que foram muitas as pessoas que ganharam um gosto por esta arte que até então não existia. Fazendo com que aparecessem novos artistas que apenas precisam de uma oportunidade.

No entanto, nunca foi importante por parte dos vários Governos que fomos tendo nos últimos anos, inclusive este, um forte investimento financeiro na arte em geral.

Por onde passa o futuro da arte em geral?

Passa por um forte investimento financeiro por parte do Estado. Mas também de instituições, fundações e uma melhor divulgação da arte que se faz em Portugal. Que se seja capaz de criar uma convergência entre todos os interessados, criar mecanismos capazes de dar uma oportunidade a todos aqueles que têm gosto pela arte em geral. Creio que no fundo, tudo passa por fazer com que pessoas formadas e não formadas se interessem mais pela arte.  

E qual é o futuro da sua arte?

O futuro da minha arte passa para onde ela me levar. Nunca vou deixar de ter este gosto compulsivo por ela, mas tudo depende do desenvolvimento de factores que não dependem só de mim. Mas no geral o seu futuro é torná-la melhor e mais apelativa.

Que artistas portugueses o inspiram?

Não tenho nenhum artista português que me inspire. Mas gostaria de recomendar Ana Cláudia Saraiva. É pintora e, na minha opinião, nasceu com a vocação, mas nunca teve oportunidade de se expor publicamente.

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